Tottenham 0 - 0 Everton: Spurs mantêm a posse, Everton garante o ponto
Tottenham e Everton empataram 0-0 no Tottenham Hotspur Stadium em 12 de setembro de 2026, um resultado que diz muito sobre ambas as equipes após quatro partidas na Premier League.
Para o Everton, esse foi um ponto valioso fora de casa, conseguido sem precisar dominar a posse de bola. David Moyes deixou Londres com seu time ainda invicto, agora em 7º lugar com 6 pontos. Para o Tottenham, treinado por T. Frank, a preocupação é maior: quatro jogos na liga, nenhuma vitória, nenhum gol e 17º na tabela com 2 pontos.
O Tottenham teve 62% de posse, 644 passes e 14 chutes. O Everton teve menos da bola e menos passes, mas mais chutes no gol. Essa foi a partida em uma linha: os Spurs dominaram o território; o Everton teve uma resistência melhor.
Formações e equipes iniciais
Ambas as equipes começaram em um 4-2-3-1.
Tottenham, T. Frank, 4-2-3-1: A. Kinský; A. Gray, J. van Hecke, M. van de Ven, A. Robertson; R. Bentancur, S. Tonali; Sávio, Mateus Fernandes, Omar Marmoush; D. Solanke.
Everton, D. Moyes, 4-2-3-1: J. Pickford; A. Maitland-Niles, J. Tarkowski, J. Branthwaite, V. Mykolenko; H. Armstrong, J. Garner; B. Johnson, K. Dewsbury-Hall, Tyrique George; T. Barry.
As formações espelhadas tornaram o meio-campo compacto desde o início. O Tottenham construiu jogadas através de J. van Hecke e S. Tonali, com A. Robertson dando largura e Sávio sendo solicitado a fazer a diferença entre o lateral e o zagueiro do Everton. O Everton estava mais fechado, mais paciente e disposto a deixar o Tottenham passar à sua frente.
Posse sem eficiência
O problema do Tottenham não foi o controle. Foi a ameaça.
J. van Hecke completou 103 passes precisos de 106 tentados, uma demonstração de quão frequentemente os Spurs foram capazes de reciclar a posse. Tonali também trouxe ordem, completando 83 de 88 passes e adicionando um passe decisivo. Robertson foi um dos poucos jogadores do Tottenham a dar realmente intensidade ao ataque, com dois passes decisivos e constante largura pela esquerda.
Mas D. Solanke estava isolado. Ele jogou 63 minutos, não teve chutes e ganhou apenas um dos oito duelos. Isso fez diferença. O Tottenham conseguia mover a bola para o terço final, mas uma vez lá, os zagueiros do Everton mantinham a linha e a jogada frequentemente morria.
Sávio foi o portador mais perigoso do Tottenham. Ele fez sete tentativas de drible, completou quatro e produziu quatro passes decisivos. Ele não conseguiu encontrar a chave, mas foi o jogador mais propenso a perturbar a estrutura do Everton.
Para o Everton, J. Tarkowski e J. Branthwaite foram centrais para o ponto. Tarkowski venceu oito dos nove duelos, enquanto Branthwaite trouxe calma ao lado dele. V. Mykolenko também foi importante, fazendo sete desarmes e três interceptações. Esse trabalho não era glamuroso, mas foi exatamente o que Moyes precisava fora de casa.
Os bancos mudaram o jogo, não o placar
T. Frank foi rápido e firme.
No 63º minuto, o Tottenham fez uma mudança tripla: L. Bergvall entrou no lugar de R. Bentancur, M. Tel substituiu D. Solanke e M. Kudus entrou no lugar de Mateus Fernandes. A mensagem era clara: mais velocidade, mais risco, mais habilidade em um-para-um.
Kudus deu um ânimo ao Tottenham. Em 27 minutos, ele completou dois dribles em duas tentativas, ganhou quatro dos cinco duelos e fez um passe decisivo. Bergvall também adicionou um chute ao gol. As mudanças deixaram o Tottenham mais vivo, mas não mais eficaz.
O Everton respondeu no 65º minuto, com J. Grealish substituindo Tyrique George. Então, no 75º minuto, Moyes fez duas mudanças a mais: H. Hackney entrou no lugar de B. Johnson e J. O'Brien substituiu A. Maitland-Niles. Essas substituições ajudaram o Everton a desacelerar o ritmo e proteger o empate.
O Tottenham adicionou J. Maddison para Omar Marmoush no 77º minuto e, em seguida, T. Adarabioyo para A. Gray no 85º minuto. Mesmo assim, nenhum gol foi marcado.
Disciplina e tensão
A frustração apareceu no final.
K. Dewsbury-Hall foi advertido por falta no 68º minuto. J. Garner seguiu com um cartão amarelo por falta no 84º minuto. O Tottenham também teve uma advertência no banco por desacato registrada no 87º minuto, outro sinal de como o fechamento se tornou apertado e irritável.
A advertência de Garner não deve obscurecer sua influência. Ele fez seis desarmes, venceu 10 dos 15 duelos, sofreu quatro faltas e deu ao Everton mordidão no meio-campo. Em uma partida onde o Tottenham queria ritmo, Garner continuava quebrando isso.
Estatísticas da partida
| Estatística | Tottenham | Everton |
|---|---|---|
| Posse | 62% | 38% |
| Chutes totais | 14 | 12 |
| Chutes no gol | 2 | 3 |
| Chutes dentro da área | 8 | 9 |
| Chutes fora da área | 6 | 3 |
| Chutes bloqueados | 8 | 6 |
| Escanteios | 5 | 6 |
| Passes totais | 644 | 381 |
| Passes precisos | 599 | 319 |
| Faltas | 14 | 8 |
| Impedimentos | 2 | 1 |
| Defesas do goleiro | 3 | 2 |
| Cartões amarelos | 0 | 2 |
| Cartões vermelhos | 0 | 0 |
Os números são brutais para os Spurs. Quatorze chutes, apenas dois no gol. Oito esforços bloqueados. Isso conta a história de um ataque que encontra corpos, não espaços.
O Everton, por outro lado, teve 12 chutes e três no gol com apenas 38% da posse. Eles não precisaram parecer fluídos para parecerem perigosos.
O que isso significa
O Everton permanece invicto após quatro jogos, com uma vitória e três empates. Moyes aceitará esse pacote sem hesitação: 6 pontos, 7º lugar, 5 gols marcados, 3 sofridos e mais um resultado fora que fortalece a crença.
O Tottenham está em uma conversa diferente. Eles estão em 17º, ainda sem um gol na liga nesta temporada, e sua forma está em DDLL. O trabalho defensivo foi bom o suficiente para um jogo sem sofrer gols, com A. Kinský fazendo três defesas, mas o ataque novamente falhou em proporcionar a libertação.
No topo, o Arsenal já está estabelecendo um ritmo impiedoso após sua última vitória, coberta aqui: Sunderland 0-2 Arsenal: Bruno Guimarães muda o jogo enquanto o Arsenal permanece perfeito. O Tottenham está olhando para o outro lado por enquanto, não na corrida pelo título, mas em quão rapidamente pode sair das partes baixas.
O próximo passo é simples, mas não fácil: os Spurs precisam de um gol. O Everton precisa transformar empates em vitórias. Essa partida deu a ambos os treinadores evidências, mas apenas Moyes sentirá que os documentos estão caminhando na direção certa.







