Portugal 2-1 Nigéria, e Roberto Martínez deixa Leiria com a confirmação de que sua equipe reconfigurada pode conquistar uma vitória no aquecimento da Copa do Mundo mesmo após nove alterações no intervalo.
Resultado e importância
Este foi o último amistoso de Portugal antes de embarcar para a América do Norte, e Martínez tratou como uma audição ao vivo. Diogo Costa, Nélson Semedo, Rúben Dias, Gonçalo Inácio e Diogo Dalot formaram uma unidade no primeiro tempo que controlou a posse, mas nunca conseguiu se livrar completamente da Nigéria. Cristiano Ronaldo, ainda o ponto de referência, falhou em aproveitar duas chances claras antes de ser substituído no 65º minuto. Ao final, Portugal sobreviveu a um final confuso e ganhou a confiança que desejava. A Nigéria de É. Chelle também encerra suas preparações com lições: organização forte, transições perigosas, mas a profundidade ainda é uma questão, uma vez que os titulares saem.
Momentos-chave
Pedro Neto marcou no 23º minuto, finalizando um corte de Dalot após Portugal ter pressionado pacientemente o bloqueio baixo da Nigéria. Isso deveria ter decidido a partida, mas os Super Águias reagiram. Fisayo Dele-Bashiru deixou Akor Adams livre no 37º minuto, e a igualdade chegou. No intervalo, Martínez fez uma troca completa: João Cancelo, Bernardo Silva, Francisco Conceição, Tomás Araújo, Renato Veiga, Rúben Neves, João Félix, Samú Costa e Nuno Mendes foram todos introduzidos aos 46 minutos. O gol da vitória fluía daquela onda. Cancelo se deslocou para dentro e encontrou Francisco Conceição, que finalizou no 75º minuto para sublinhar como as opções de banco de Portugal podem decidir jogos. O único cartão amarelo antes do intervalo foi o de Bruno Onyemaechi no 19º minuto. Félix recebeu seu cartão na 71ª minuto após uma troca de empurrões, Zaidu Sanusi o seguiu no terceiro minuto de acréscimo, e Samú Costa juntou-se a ele no quarto.
Foco tático
Martínez novamente começou com uma linha defensiva formada por Dias e Inácio, laterais abertos, Bruno Fernandes flutuando atrás de Ronaldo e Neto se infiltrando. A abordagem rendeu 61% de posse antes do intervalo, mas faltou ânimo. A Nigéria, montada por Chelle com Semi Ajayi e Calvin Bassey patrulhando o meio e Bruno Onyemaechi avançando pela esquerda, contou com Wilfred Ndidi para proteger e lançar, enquanto Moses Simon mantinha Portugal apertado no contra-ataque. Com as alterações do intervalo, Portugal passou a uma formação mais elástica. Cancelo se inverteu, Bernardo Silva se posicionou entre as linhas, Francisco Conceição ficou alto e largo, e aquele triângulo à direita sobrecarregou Onyemaechi para preparar o gol decisivo. A resposta da Nigéria ao estar atrás foi mais um quarteto de substituições aos 60 minutos: Raphael Onyedika, Frank Onyeka, Terem Moffi e Abdullahi Bewene substituíram Wilfred Ndidi, Fisayo Dele-Bashiru, Moses Simon e o lateral-direito titular. A reorganização deu-lhes energia, mas custou a ligação Dele-Bashiru-Adams, e quando Paul Onuachu e Samuel Chukwueze entraram no 80º minuto, já estavam em uma disputa que voltava ao controle português.
Estatísticas
- Posse de bola: Portugal 61%, Nigéria 39%
- Chutes totais: Portugal 13, Nigéria 5
- Chutes a gol: Portugal 6, Nigéria 2
- Impedimentos: Portugal 4, Nigéria 1
- Faltas: Portugal 11, Nigéria 19
- Defesas: Diogo Costa 1, Maduka Okoye 4
A equipe de Portugal agora se prepara para reduzir sua lista para o torneio, com Cancelo e Conceição pressionando por minutos importantes. A Nigéria embarca para seu voo sabendo que Adams está em forma, mas Chelle deve rapidamente se decidir sobre as combinações, com seu primeiro jogo de grupo se aproximando.







