Acordo fechado: Inglaterra 3-0 Costa Rica
Acordo fechado: Inglaterra 3-0 Costa Rica após uma tempestade em Orlando atrasar o início da partida em uma hora e ainda assim não conseguir deter a equipe de T. Tuchel. O último amistoso antes da Copa do Mundo terminou com a Inglaterra pressionando na metade de campo da Costa Rica, oito chutes a gol, oitenta e um por cento de posse de bola, e sem respostas que valessem a atenção de Dean Henderson, que aliviou Jordan Pickford.
O tom foi definido no nono minuto, quando Declan Rice avançou pelo meio de campo e finalizou a jogada de Anthony Gordon. O triângulo do meio-campo de Tuchel, composto por Rice, Elliot Anderson e Jude Bellingham, dominou o território a partir desse ponto, reciclando a bola à vontade enquanto Reece James e Nico O’Reilly ocupavam as zonas laterais. A Costa Rica, treinada por M. Herrera, se posicionou de forma compacta e fez faltas para sobreviver: o cartão amarelo de Shawn Johnson no minuto 22 foi o primeiro de quatro bookings enquanto os visitantes tentavam conter o ímpeto.
A Inglaterra achou que tinha um pênalti no terceiro minuto do tempo adicional da primeira etapa antes que o VAR o anular, um raro momento de frustração em um primeiro tempo onde a Costa Rica conseguiu apenas um chute, fora do alvo. O reinício trouxe um ritmo ainda mais alto. Tuchel esvaziou metade de seu banco no minuto 63, mandando a campo Marc Guéhi, Morgan Rogers, Djed Spence, Bukayo Saka, Dean Henderson e Eberechi Eze. A formação permaneceu com uma linha de quatro que se baseou em uma posse de bola controlada, mas as pernas frescas esticaram ainda mais a já desgastada linha defensiva.
Cinco minutos depois, Gordon converteu a penalidade no minuto 68, dobrando a vantagem e recompensando seu constante movimento entre os laterais da Costa Rica. M. Herrera recorreu a Abraham Madriz no minuto 63 e, posteriormente, fez mais mudanças com as entradas de Dorian Rodriguez, John Ruiz e Orlando Sinclair nos minutos 81 e 82, mas o padrão nunca se alterou: a Inglaterra apertou o espaço, a Costa Rica afastou para lugar nenhum.
Ollie Watkins, que entrou no minuto 71 ao lado de Dan Burn, Jarell Quansah, Kobbie Mainoo e Marcus Rashford, fez o placar ser ainda mais expressivo com um gol no minuto 87. Até então, o meio-campo reserva da Inglaterra, formado por Eze e Mainoo, controlava a partida com a mesma facilidade, enquanto Guéhi e Quansah garantiam as transições. A Costa Rica completou a partida sem um chute a gol, seus únicos momentos notáveis sendo as advertências de Carlos Mora no minuto 45, Aarón Salazar no minuto 55 e Cristopher Núñez no minuto 75.
Entenda que Tuchel queria ritmo e conseguiu; a rotação parece bem cronometrada à medida que a equipe se dirige a Nova Iorque na próxima semana. Para M. Herrera, a lição é mais dura. O único chute da Costa Rica e a dependência de faltas ressaltam a reconstrução ainda necessária antes que a qualificação regional se intensifique. Para mais sobre esta janela internacional, confira Bolívia vs Argélia e O plano de Pfister se concretiza enquanto o Togo transforma a surpresa de Benin em 5-1.
Estatísticas
- Chutes a gol: Inglaterra 8, Costa Rica 0
- Total de chutes: Inglaterra 28, Costa Rica 1
- Posse de bola: Inglaterra 81 por cento, Costa Rica 19 por cento
- Escanteios: Inglaterra 11, Costa Rica 1
- Faltas: Inglaterra 7, Costa Rica 24
A Inglaterra embarca no voo para o norte com a confiança intacta. O quadro de profundidade de Tuchel está se esclarecendo, Gordon e Rice têm impulso, e Watkins lembrou a todos de seu timing. O próximo passo é reduzir a lista antes da abertura da Copa do Mundo, e o controle de hoje torna essa conversa um pouco mais tranquila. A Costa Rica volta para casa precisando de alternativas mais afiadas antes de suas próprias eliminatórias chegarem; para Herrera, o sinal verde só virá quando um plano ofensivo corresponder ao trabalho defensivo demonstrado em Orlando.







