O Brasil venceu o Egito por 2 a 1 em Cleveland, Ohio, enquanto Carlo Ancelotti finalizava a janela pré-Copa do Mundo com mais uma vitória e um lembrete de que seu elenco está cheio de soluções. O 4-3-3 em que confiou desde o início teve um gol aos sete minutos com Bruno Guimarães, apenas para que o 4-2-3-1 de Hossam Hassan respondesse quatro minutos depois com Mostafa Ziko. O primeiro tempo permaneceu tenso: Marquinhos recebeu um cartão amarelo no 22º minuto, a noite de Wesley terminou no 17º minuto com Danilo sendo acionado, e o ritmo do Brasil parecia aquém do controle que Ancelotti tem pregado.
O reset chegou no intervalo. Ancelotti fez oito alterações durante o intervalo, basicamente mudando toda a estrutura enquanto mantinha a mesma formação. Endrick entrou no lugar de Igor Thiago, Matheus Cunha substituiu Vinícius Júnior, Luiz Henrique entrou no lugar de Lucas Paquetá, Fabinho por Casemiro, Léo Pereira e Bremer por Roger Ibañez e Marquinhos, Danilo Santos de Oliveira por Bruno Guimarães, além de Weverton no gol. Em seis minutos, o plano deu certo: Raphinha, um dos remanescentes, encontrou Endrick, que marcou no 52º minuto, restaurando a liderança e inclinando a noite decisivamente em favor do Brasil antes de o atacante ser substituído por Gabriel Martinelli no 71º minuto.
A reação do banco do Egito foi igualmente agressiva. Hossam Hassan introduziu Mohamed Salah e Mohamed Abdelmonem no reinício, então reformulou seu flanco direito, já que Mohamed Hany recebeu um cartão no 43º minuto e deixou o campo no 75º minuto junto com Ahmed Fatouh e Mohanad Lasheen. Mesmo assim, os visitantes ficaram limitados a quatro tentativas durante a noite. Omar Marmoush lutou até o 85º minuto antes da entrada de Hamza Abdelkarim, mas a linha de suprimento nunca voltou realmente após o gol de Endrick.
A defesa do Brasil, agora ancorada por Bremer e Léo Pereira, gerenciou o estado de jogo com mínima dificuldade e Weverton foi solicitado a fazer apenas uma defesa. A introdução rápida de Danilo fortaleceu a lateral direita, enquanto Fabinho e Danilo Santos de Oliveira ofereceram fases de posse mais limpas do que o doble pivot do primeiro tempo conseguiu. Ancelotti queria um segundo tempo mais fluido e conseguiu.
Para o Egito, foi uma atuação disciplinada defensivamente, mas dependente de erros brasileiros para ameaçar. A aparição de Salah não conseguiu alterar o ritmo, deixando Zizo e Ibrahim Adel a buscar um empate tardio que nunca se materializou. Hossam Hassan deixa Ohio com resiliência, mas também com um dossiê sobre quão limitado seu ataque parecia uma vez que Mostafa Ziko saiu no 76º minuto.
Números-chave
- Chutes ao gol: Brasil 7, Egito 2
- Chutes totais: Brasil 12, Egito 4
- Posse de bola: Brasil 53%, Egito 47%
- Escanteios: Brasil 5, Egito 3
- Cartões amarelos: Marquinhos (22º minuto), Mohamed Hany (43º minuto)
O Brasil avança para a reta final da preparação para a Copa do Mundo com a reivindicação de Endrick por um papel maior se cristalizando, enquanto o mapa de rotações de Ancelotti parece mais claro antes do próximo acampamento. O Egito se reagrupa antes da retoma da qualificação continental, buscando um serviço mais afiado para Salah e Omar Marmoush. Para mais sobre a programação internacional da noite, confira Argentina vs Honduras e Curaçao vs Aruba. Atualizações a seguir à medida que ambas as seleções confirmam seus últimos cronogramas de verão.







