Marseille 0-1 Olympiakos Piraeus: Hezze Decide no Vélodrome
Olympiakos Piraeus deixou o Orange Vélodrome no dia 15 de outubro com o resultado, os três pontos e um plano de jogo mais limpo. O Marseille teve mais posse de bola, mais escanteios e mais finalizações, mas não conseguiu marcar. Placar final: Marseille 0-1 Olympiakos Piraeus.
A ação decisiva aconteceu na 42ª minuto, quando Santiago Hezze marcou para o Olympiakos Piraeus após assistência de Chiquinho. Isso foi o suficiente. A equipe de Imanol Alguacil administrou a partida com disciplina, um pouco de ousadia e cinco defesas de S. Ortega.
Para Bruno Genesio, essa foi o tipo de derrota caseira europeia que persiste. O Marseille agora está em 32º na fase de grupos da UEFA Europa League após dois jogos, com 0 pontos, uma diferença de gols de -4 e derrotas consecutivas. O Olympiakos Piraeus ocupa a 10ª posição, com 6 pontos em dois jogos. A tabela já dá à história um contorno afiado: uma equipe parece confortável nesse formato, enquanto a outra já está em busca.
Esse foi exatamente o ponto de pressão apontado antes do apito inicial em Marseille Sob Pressão enquanto Olympiakos Testa a Nervosidade de Genesio no Vélodrome. O Marseille precisava de autoridade. O Olympiakos trouxe controle.
A História do Jogo
Ambos os treinadores utilizaram um 4-2-3-1. Genesio começou com J. de Lange no gol, com T. Weah, B. Meité, N. Aguerd e Emerson na defesa. H. Abdelli e T. Nnadi formaram a dupla de volantes. K. Abdallah, A. Gomes e Igor Paixão apoiaram N. Maupay.
Alguacil igualou a formação. S. Ortega começou atrás de M. Saliakas, P. Retsos, L. Pirola e S. Onyemaechi. G. Puerta e S. Hezze ancoraram o meio-campo, com Gelson Martins, Chiquinho e Jota Silva atrás de R. Yaremchuk.
A simetria importava. Não foi um jogo de sobrecargas caóticas ou formações quebradas. Foi um jogo de detalhes: quem controlava a segunda bola, quem fez o melhor passe final e quem conseguia manter o centro fechado quando o Vélodrome exigia mais. O Olympiakos ganhou momentos suficientes.
O primeiro sinal claro de frustração do Marseille veio na 36ª minuto, quando Keyliane Abdallah foi advertido por uma falta. Seis minutos depois, a partida virou. Hezze marcou aos 42 minutos, assistido por Chiquinho, e o Olympiakos teve o único momento que o jogo aguardava.
Panagiotis Retsos foi advertido na 43ª minuto, um aviso de que o Olympiakos teria que defender a liderança sob pressão. Eles fizeram isso: não de forma bela, nem expansiva, mas claramente.
Por Que o Olympiakos venceu
Hezze foi a diferença no placar e no ritmo do jogo. Ele finalizou com dois chutes ao gol, um gol, 44 passes, duas tackles e uma nota de 8.2. Ele não foi apenas o artilheiro; deu ao Olympiakos peso no meio do campo.
Chiquinho foi importante porque forneceu a assistência e ajudou o Olympiakos a conectar seu meio-campo à linha de ataque. Ele foi substituído aos 82 minutos, com Gustavo Sá entrando, mas até então seu trabalho principal já tinha sido feito.
S. Ortega foi igualmente importante. O Marseille fez cinco chutes ao gol. Ortega defendeu todos os cinco. Essa é a linha mais limpa no relatório da partida.
L. Pirola também merece menção. Ele jogou toda a partida, ganhou seis dos nove duelos e ajudou o Olympiakos a se manter firme enquanto o Marseille enviava cruzamentos, escanteios e jogadores no ataque. Retsos, apesar do cartão amarelo na 43ª minuto, permaneceu no jogo e ajudou a manter a linha defensiva intacta.
O Marseille Teve Território, Não Precisão
Os números mostram que o Marseille não foi passivo. Eles tiveram 56 por cento de posse, 532 passes totais, 11 chutes e nove escanteios. Produziram 0.9 gols esperados. Isso é suficiente para dizer que eles aplicaram pressão. Não é suficiente para dizer que fizeram o Olympiakos entrar em pânico.
Igor Paixão foi o ponto mais perigoso do Marseille: quatro chutes, dois ao gol e três passes decisivos. Se o Marseille tivesse encontrado uma maneira de voltar, ele parecia a rota mais provável. A. Gomes também criou, com dois passes decisivos antes de ser substituído na 75ª minuto por F. Moumbagna.
O problema foi a produção do centroavante. N. Maupay não teve chutes antes de sair na 62ª minuto. A. Gouiri o substituiu ao mesmo tempo e também terminou sem um chute. Moumbagna entrou na 75ª minuto e também não registrou nenhum chute. O Marseille carregou a ameaça ao redor da área, mas não o suficiente dentro dos espaços decisivos.
Genesio tentou mudar a situação com uma tripla substituição na 62ª minuto: A. Harit entrou no lugar de T. Nnadi, A. Gouiri substituiu N. Maupay e U. Garcia substituiu Emerson. A mensagem era clara: mais invenção, mais presença ofensiva e mais largura. O Marseille melhorou o volume, mas não o resultado.
G. Kondogbia substituiu K. Abdallah na 80ª minuto, após Abdallah ter sido advertido anteriormente na 36ª minuto. Até então, o Olympiakos já havia mudado para o modo de gestão da partida.
A Batalha da Disciplina
Houve quatro cartões amarelos, dois para cada lado.
- 36ª minuto: K. Abdallah, Marseille
- 43ª minuto: P. Retsos, Olympiakos Piraeus
- 60ª minuto: S. Onyemaechi, Olympiakos Piraeus
- 77ª minuto: B. Meité, Marseille
O cartão de Onyemaechi na 60ª minuto deu ao Marseille um alvo naquele lado, e Alguacil o substituiu mais tarde por N. Tiknizyan na 73ª minuto. Essa foi uma gestão sensata: sem drama, apenas uma mudança para proteger a liderança.
O Olympiakos também renovou a espinha dorsal. R. Freuler substituiu G. Puerta na 67ª minuto, enquanto A. González entrou para o lugar de R. Yaremchuk ao mesmo tempo. K. Fortounis substituiu Jota Silva na 72ª minuto. Essas mudanças os ajudaram a desacelerar o jogo, proteger a liderança e impedir que o Marseille transformasse pressão em caos.
Números da Partida
| Métrica | Marseille | Olympiakos Piraeus |
|---|---|---|
| Posse | 56% | 44% |
| Gols esperados | 0.9 | 0.63 |
| Chutes totais | 11 | 9 |
| Chutes ao gol | 5 | 4 |
| Chutes dentro da área | 8 | 7 |
| Escanteios | 9 | 1 |
| Passes certos | 458 | 348 |
| Passes totais | 532 | 426 |
| Faltas | 15 | 11 |
| Cartões amarelos | 2 | 2 |
| Defesas do goleiro | 3 | 5 |
A linha xG conta a história. O Marseille teve mais volume. O Olympiakos teve o gol, o desempenho do goleiro e o estado da partida.
Escalações e Formações
Marseille, 4-2-3-1, treinador: Bruno Genesio
J. de Lange; T. Weah, B. Meité, N. Aguerd, Emerson; H. Abdelli, T. Nnadi; K. Abdallah, A. Gomes, Igor Paixão; N. Maupay.
Olympiakos Piraeus, 4-2-3-1, treinador: Imanol Alguacil
S. Ortega; M. Saliakas, P. Retsos, L. Pirola, S. Onyemaechi; G. Puerta, S. Hezze; Gelson Martins, Chiquinho, Jota Silva; R. Yaremchuk.
O Que Isso Significa
Para o Olympiakos Piraeus, essa é uma vitória fora de casa séria. Seis pontos em dois jogos, 10ª posição e um resultado conquistado em um dos estádios mais barulhentos da Europa. A equipe de Alguacil não precisava dominar a posse. Precisavam de um golpe certeiro e defender a liderança. Eles fizeram isso.
Para o Marseille, o quadro é mais sombrio. Dois jogos, duas derrotas, cinco gols sofridos e um marcado. Genesio tem material: a ameaça de Igor Paixão, o trabalho de duelo de Abdelli, a energia de Weah e a base de passes de Aguerd. Mas o ataque carece de um pacote final. O próximo jogo da fase de grupos já parece um ponto de correção, não apenas mais um embate.







