Marseille vs Olympiakos Piraeus
UEFA Europa League·15 Oct 2026
Full-time
League Stage - 2
⚽
Hezze 42'
Orange Vélodrome

Hezze Decide a Partida e Olympiakos Silencia o Marseille no Vélodrome

Frederic Lumiere
Frederic Lumiere
6 min de leitura·15 leituras
Torne-se um jornalista esportivo

Marseille 0-1 Olympiakos Piraeus: Hezze Decide no Vélodrome

Olympiakos Piraeus deixou o Orange Vélodrome no dia 15 de outubro com o resultado, os três pontos e um plano de jogo mais limpo. O Marseille teve mais posse de bola, mais escanteios e mais finalizações, mas não conseguiu marcar. Placar final: Marseille 0-1 Olympiakos Piraeus.

A ação decisiva aconteceu na 42ª minuto, quando Santiago Hezze marcou para o Olympiakos Piraeus após assistência de Chiquinho. Isso foi o suficiente. A equipe de Imanol Alguacil administrou a partida com disciplina, um pouco de ousadia e cinco defesas de S. Ortega.

Para Bruno Genesio, essa foi o tipo de derrota caseira europeia que persiste. O Marseille agora está em 32º na fase de grupos da UEFA Europa League após dois jogos, com 0 pontos, uma diferença de gols de -4 e derrotas consecutivas. O Olympiakos Piraeus ocupa a 10ª posição, com 6 pontos em dois jogos. A tabela já dá à história um contorno afiado: uma equipe parece confortável nesse formato, enquanto a outra já está em busca.

Esse foi exatamente o ponto de pressão apontado antes do apito inicial em Marseille Sob Pressão enquanto Olympiakos Testa a Nervosidade de Genesio no Vélodrome. O Marseille precisava de autoridade. O Olympiakos trouxe controle.

A História do Jogo

Ambos os treinadores utilizaram um 4-2-3-1. Genesio começou com J. de Lange no gol, com T. Weah, B. Meité, N. Aguerd e Emerson na defesa. H. Abdelli e T. Nnadi formaram a dupla de volantes. K. Abdallah, A. Gomes e Igor Paixão apoiaram N. Maupay.

Alguacil igualou a formação. S. Ortega começou atrás de M. Saliakas, P. Retsos, L. Pirola e S. Onyemaechi. G. Puerta e S. Hezze ancoraram o meio-campo, com Gelson Martins, Chiquinho e Jota Silva atrás de R. Yaremchuk.

A simetria importava. Não foi um jogo de sobrecargas caóticas ou formações quebradas. Foi um jogo de detalhes: quem controlava a segunda bola, quem fez o melhor passe final e quem conseguia manter o centro fechado quando o Vélodrome exigia mais. O Olympiakos ganhou momentos suficientes.

O primeiro sinal claro de frustração do Marseille veio na 36ª minuto, quando Keyliane Abdallah foi advertido por uma falta. Seis minutos depois, a partida virou. Hezze marcou aos 42 minutos, assistido por Chiquinho, e o Olympiakos teve o único momento que o jogo aguardava.

Panagiotis Retsos foi advertido na 43ª minuto, um aviso de que o Olympiakos teria que defender a liderança sob pressão. Eles fizeram isso: não de forma bela, nem expansiva, mas claramente.

Por Que o Olympiakos venceu

Hezze foi a diferença no placar e no ritmo do jogo. Ele finalizou com dois chutes ao gol, um gol, 44 passes, duas tackles e uma nota de 8.2. Ele não foi apenas o artilheiro; deu ao Olympiakos peso no meio do campo.

Chiquinho foi importante porque forneceu a assistência e ajudou o Olympiakos a conectar seu meio-campo à linha de ataque. Ele foi substituído aos 82 minutos, com Gustavo Sá entrando, mas até então seu trabalho principal já tinha sido feito.

S. Ortega foi igualmente importante. O Marseille fez cinco chutes ao gol. Ortega defendeu todos os cinco. Essa é a linha mais limpa no relatório da partida.

L. Pirola também merece menção. Ele jogou toda a partida, ganhou seis dos nove duelos e ajudou o Olympiakos a se manter firme enquanto o Marseille enviava cruzamentos, escanteios e jogadores no ataque. Retsos, apesar do cartão amarelo na 43ª minuto, permaneceu no jogo e ajudou a manter a linha defensiva intacta.

O Marseille Teve Território, Não Precisão

Os números mostram que o Marseille não foi passivo. Eles tiveram 56 por cento de posse, 532 passes totais, 11 chutes e nove escanteios. Produziram 0.9 gols esperados. Isso é suficiente para dizer que eles aplicaram pressão. Não é suficiente para dizer que fizeram o Olympiakos entrar em pânico.

Igor Paixão foi o ponto mais perigoso do Marseille: quatro chutes, dois ao gol e três passes decisivos. Se o Marseille tivesse encontrado uma maneira de voltar, ele parecia a rota mais provável. A. Gomes também criou, com dois passes decisivos antes de ser substituído na 75ª minuto por F. Moumbagna.

O problema foi a produção do centroavante. N. Maupay não teve chutes antes de sair na 62ª minuto. A. Gouiri o substituiu ao mesmo tempo e também terminou sem um chute. Moumbagna entrou na 75ª minuto e também não registrou nenhum chute. O Marseille carregou a ameaça ao redor da área, mas não o suficiente dentro dos espaços decisivos.

Genesio tentou mudar a situação com uma tripla substituição na 62ª minuto: A. Harit entrou no lugar de T. Nnadi, A. Gouiri substituiu N. Maupay e U. Garcia substituiu Emerson. A mensagem era clara: mais invenção, mais presença ofensiva e mais largura. O Marseille melhorou o volume, mas não o resultado.

G. Kondogbia substituiu K. Abdallah na 80ª minuto, após Abdallah ter sido advertido anteriormente na 36ª minuto. Até então, o Olympiakos já havia mudado para o modo de gestão da partida.

A Batalha da Disciplina

Houve quatro cartões amarelos, dois para cada lado.

  • 36ª minuto: K. Abdallah, Marseille
  • 43ª minuto: P. Retsos, Olympiakos Piraeus
  • 60ª minuto: S. Onyemaechi, Olympiakos Piraeus
  • 77ª minuto: B. Meité, Marseille

O cartão de Onyemaechi na 60ª minuto deu ao Marseille um alvo naquele lado, e Alguacil o substituiu mais tarde por N. Tiknizyan na 73ª minuto. Essa foi uma gestão sensata: sem drama, apenas uma mudança para proteger a liderança.

O Olympiakos também renovou a espinha dorsal. R. Freuler substituiu G. Puerta na 67ª minuto, enquanto A. González entrou para o lugar de R. Yaremchuk ao mesmo tempo. K. Fortounis substituiu Jota Silva na 72ª minuto. Essas mudanças os ajudaram a desacelerar o jogo, proteger a liderança e impedir que o Marseille transformasse pressão em caos.

Números da Partida

MétricaMarseilleOlympiakos Piraeus
Posse56%44%
Gols esperados0.90.63
Chutes totais119
Chutes ao gol54
Chutes dentro da área87
Escanteios91
Passes certos458348
Passes totais532426
Faltas1511
Cartões amarelos22
Defesas do goleiro35

A linha xG conta a história. O Marseille teve mais volume. O Olympiakos teve o gol, o desempenho do goleiro e o estado da partida.

Escalações e Formações

Marseille, 4-2-3-1, treinador: Bruno Genesio
J. de Lange; T. Weah, B. Meité, N. Aguerd, Emerson; H. Abdelli, T. Nnadi; K. Abdallah, A. Gomes, Igor Paixão; N. Maupay.

Olympiakos Piraeus, 4-2-3-1, treinador: Imanol Alguacil
S. Ortega; M. Saliakas, P. Retsos, L. Pirola, S. Onyemaechi; G. Puerta, S. Hezze; Gelson Martins, Chiquinho, Jota Silva; R. Yaremchuk.

O Que Isso Significa

Para o Olympiakos Piraeus, essa é uma vitória fora de casa séria. Seis pontos em dois jogos, 10ª posição e um resultado conquistado em um dos estádios mais barulhentos da Europa. A equipe de Alguacil não precisava dominar a posse. Precisavam de um golpe certeiro e defender a liderança. Eles fizeram isso.

Para o Marseille, o quadro é mais sombrio. Dois jogos, duas derrotas, cinco gols sofridos e um marcado. Genesio tem material: a ameaça de Igor Paixão, o trabalho de duelo de Abdelli, a energia de Weah e a base de passes de Aguerd. Mas o ataque carece de um pacote final. O próximo jogo da fase de grupos já parece um ponto de correção, não apenas mais um embate.

Frederic Lumiere

Escrito por

Frederic Lumiere

Football journalist and analyst

Mais do Match Central

Voce poderia ter escrito isso.

Serio. Voce conhece o esporte. O MatchCentral te da o empurrao para se tornar um jornalista esportivo publicado. Sua analise, sua assinatura.

Torne-se um jornalista esportivoGratuito. Sem experiencia necessaria.