Argentina 3-2 Egito, uma vaga nas quartas de final garantida após uma explosão tardia em Atlanta. Lionel Scaloni manteve o sistema 4-1-3-2 que dominou o Grupo J, mas foi preciso esperar até o final para que a Argentina superasse o disciplinado 4-4-2 de Hossam Hassan.
Mesmo antes do apito inicial, a noite estava eletrizante. Haissem Hassan recebeu um cartão amarelo cinco minutos antes do início por discutir com os árbitros, um sinal de como o Egito pretendia explorar cada detalhe. Essa tensão se refletiu nos primeiros momentos da partida.
O Egito abriu o placar primeiro. No 15º minuto, Yasser Ibrahim converteu o passe de Marwan Attia em gol, punindo a marcação frouxa e dando à seleção egípcia a liderança contra o fluxo da partida. Aos 21 minutos, a Argentina teve uma chance de reação quando Nicolás Tagliafico sofreu uma falta dentro da área. Lionel Messi se apresentou para a cobrança, mas Mostafa Shobeir leu bem a cobrança e fez a defesa. O erro alimentou a confiança em uma equipe egípcia que já havia frustrado Bélgica e Irã anteriormente no torneio.
Hossam Hassan dobrou a intensidade no meio-campo no intervalo, substituindo Emam Ashour por Hamdi Fathy no 46º minuto. Quando Mostafa Ziko converteu o passe de Haissem Hassan no 67º minuto para dar ao Egito uma vantagem de 2-0, a surpresa parecia real. Momentos antes, o VAR já havia negado um gol ao Egito no 59º minuto por uma falta de Marwan Attia em Lisandro Martínez durante a jogada, sublinhando quão perto a Argentina estava de desabar.
A resposta de Scaloni foi imediata. Nicolás González e Lautaro Martínez entraram aos 66 minutos para esticar a defesa, e Gonzalo Montiel seguiu no 73º minuto para renová-la. A partir daí, a Argentina finalmente encontrou ritmo. Cristian Romero marcou no 79º minuto com Messi fornecendo a assistência, um gol típico de zagueiro que reacendeu a esperança. Quatro minutos depois, Messi igualou a partida no 83º minuto após Montiel avançar pelo lado direito e fazer o passe. O golpe de misericórdia veio no 90º minuto quando Enzo Fernández finalizou um recuo de Lautaro Martínez para completar a virada.
O Egito perdeu o controle no meio do cerco. Shobeir, Hamdi Fathy e Marwan Attia receberam cartões amarelos nos acréscimos, refletindo as emoções à flor da pele. Scaloni selou o resultado com substituições nos acréscimos, colocando Nicolás Otamendi no lugar de Romero e Facundo Medina no lugar de Julián Álvarez aos 90+5 minutos para preservar a linha defensiva. Hossam Hassan só conseguiu colocar Zizo no lugar de Mohanad Lasheen aos 90+6 minutos enquanto a Argentina gerenciava o tempo.
Os números confirmam a mudança. Leandro Paredes orquestrou com 119 passes, enquanto a Argentina produziu 19 chutes e 2.84 xG. O Egito conseguiu cinco chutes e 0.89 xG, dependendo da eficiência e da defesa de pênalti de Shobeir. O pênalti perdido por Messi será relembrado em todos os lugares, mas seus seis passes chave, assistência para Romero e o gol de empate mostraram por que Scaloni nunca duvidou dele. A corrida incansável de Enzo Fernández, ao lado do empenho de Alexis Mac Allister, garantiu que a Argentina superasse finalmente as linhas estreitas do Egito.
Mohamed Salah e Mostafa Ziko estenderam a jogada com inteligência, mas o Egito pagou pelo cansaço uma vez que Montiel e Lautaro mudaram o rumo da partida. Após a partida, Ziko questionou abertamente a integridade da FIFA, afirmando que o torneio é “manipulado” a favor da Argentina e de Messi, uma afirmação que atrairá escrutínio, mas não pode apagar o fato de que sua equipe sofreu três gols em 11 minutos.
Estatísticas
- Posse de bola: Argentina 64 por cento, Egito 36 por cento
- Total de chutes: Argentina 19, Egito 5
- Chutes a gol: Argentina 7, Egito 2
- Gols esperados: Argentina 2.84, Egito 0.89
- Precisão de passes: Argentina 602 tentativas, 541 completadas, 90 por cento
- Defesas: Emiliano Martínez 0, Mostafa Shobeir 4
Argentina avança para um encontro nas quartas de final com a Suíça em 12 de julho, com a preparação já em andamento. A cobertura continua com a preparação aqui: Argentina vs Suíça.







