O México venceu Gana por 2-0 no Estádio Cuauhtémoc em Puebla, proporcionando ao treinador Javier Aguirre um amistoso controlado para testar um 4-3-3 renovado antes dos jogos em casa da Copa do Mundo. Brian Gutiérrez abriu o placar no 2º minuto, recompensando a decisão de Aguirre em iniciar o armador do Chicago Fire entre Erik Lira e Gilberto Mora.
Esse trio de meio-campo dominou o primeiro tempo. Gutiérrez continuou se infiltrando em espaços para conectar com Roberto Alvarado, enquanto Mora avançava além da pressão em 4-5-1 de Gana. O México sobrecarregou o lado esquerdo com o movimento amplo de Alexis Vega, liberando Lira para corridas diagonais e permitindo que Luis Romo avançasse pelo lado direito da linha de quatro defensores. A ameaça de Gana surgiu através de Felix Afena-Gyan, que exigiu trabalho de Raúl Rangel com dois chutes a gol no primeiro tempo.
Aguirre remodelou seu time no intervalo com cinco mudanças aos 46 minutos. Edson Álvarez assumiu o papel de volante, Jorge Sánchez renovou o flanco direito, Carlos Acevedo entrou no gol, Mateo Chávez García substituiu Jesús Gallardo na lateral esquerda, e Guillermo Martínez liderou o ataque após a saída de Armando González. As mudanças elevaram o ritmo do México em vez de interrompê-lo.
O segundo gol chegou no 54º minuto quando Romo deslizou um passe preciso para Martínez, cuja finalização destacou a profundidade que Aguirre está cultivando neste verão. A partir daí, o México ditou a posse com 59%, completando 534 passes com 93% de precisão.
Gana respondeu com uma série de substituições a partir do 66º minuto, quando Otto Addo introduziu Razak Simpson, Prince Amoako Jr. e Jerry Afriyie. Os visitantes aumentaram a pressão, mas Acevedo lidou com os três chutes a gol dos Black Stars para manter a folha limpa.
Os momentos disciplinares foram escassos. Oscar Naasei recebeu um cartão amarelo no 13º minuto por interromper um contra-ataque do México, e Chávez García recebeu a única advertência do México no 83º minuto enquanto controlava os contra-ataques tardios de Gana. Uma arquibancada parcialmente fechada — punição remanescente por gritos discriminatórios passados — serviu como lembrete do trabalho fora de campo da federação, sem que isso diminuísse o ímpeto do México.
As estatísticas confirmaram a atuação: o México gerou 16 chutes totais, com oito a gol, forçando seis defesas antes de Gana trocar de goleiro no 76º minuto. Os visitantes conseguiram sete tentativas, três no alvo, e ainda não conseguiram encontrar uma brecha mesmo depois que Luis Gabriel Rey e Iker Fimbres entraram no 71º minuto para fortalecer a defesa do México.
Estatísticas da partida
- Chutes a gol: México 8, Gana 3
- Chutes totais: México 16, Gana 7
- Posse de bola: México 59%, Gana 41%
- Escanteios: México 9, Gana 3
- Defesas do goleiro: Raúl Rangel e Carlos Acevedo 3; Benjamin Asare e Solomon Agbesi 6
Aguirre agora vai enxugar seu elenco antes da janela de junho, com Gutiérrez, Martínez e Acevedo todos fortalecendo suas causas. Addo retorna a Gana em busca de uma largura mais afiada e uma rotação de meio-campo mais estável antes que as qualificações continentais sejam retomadas.







